quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Lugar|Mundo



"Julgas que a realidade é uma coisa objectiva, externa, que existe por si própria (...). Quando, numa das tuas alucinações, visionas alguma coisa, concluis que toda a gente vê o mesmo que tu. Mas eu digo-te, (...), a realidade não é exterior. A realidade existe no espírito humano, e em mais parte nenhuma."
1984, George Orwell

Lugar|Reflexos




“A place is a pause in Time.”(Yi-fu Tuan)
Para o autor é no momento em que o espaço se torna familiar para nós que ele se transforma em lugar. Utilizando esta noção e recuando um pouco no texto até Heidegger onde diz que a residência é essencial à existência do homem, posso concluir que residência pode ser sinónimo de lugar, no entanto se recuar um pouco mais no discurso até à noção de imagem como modo de representação do real, encontro um pensamento que diz produzirmos imagens que toquem os leitores quando entendemos a realidade percepcionada. Assim só posso concluir que na noção de lugar é necessário residir e residir é dar lugar à existência, a qual só acontece se entendermos o ambiente que nos circunda, logo para a criação de uma imagem habitável ou que nos suscite o acto de habitar o que vemos, é necessário todo este complexo processo em que o ser humano apreende o seu espaço existencial.

Lugar|Tempo



O tempo passa a correr. Muita coisa a fazer.... muita coisa a não esquecer.

E estes momentos de pausa vão-se perdendo.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

pode-se sempre voltar aos lugares

já habitei o espaço com palavras,
ontem.
máscaras de outras causas que caídas no tempo abandonaram-me,
sem lugar,
perderam-se.

já transformei quatro paredes em lugar,
com sentimentos.
hoje,
memórias de outros tempos agora crescidos.

só, ainda não recuperei a poesia,
e a alma leve, cheia,
reencontra-se em cada dia.
mais certa, mais perto.

amanhã.

viagens|Sicília



Sicília, agosto 2009




Às vezes sinto falta de partir, pela partida, pelo conhecimento, mas também pelo regresso.

sábado, 16 de outubro de 2010

viagens|São Martinho do Porto: Le équilibriste








No simples acto de fotografar, o fotógrafo ao escolher um ponto de vista, que seguidamente materializa no enquadramento delimitando determinado campo visual, assume um compromisso com uma certa subjectividade que culmina na decisão de disparar no momento decisivo, ou seja, aquele momento que ele escolheu ser o momento que, segundo Henri Cartie-Bresson, é o que “revela algo perfeitamente equilibrado sob o ponto de vista estético e significativo”, em que se atinge o equilíbrio.
(...)
Assim, no simples gesto de tirar uma fotografia, “construímos” através de um espaço existente, um espaço que será habitado, enquanto imagem, pelo olhar e posteriormente pelas memórias, e dessa forma, ainda que subtilmente, novamente pelo corpo.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Hoje



R.Carlos Nakai & Peter Kater.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

"O Abraço do Vento" - José Miguel Ribeiro

Sugestão



História Trágica Com Final Feliz - Regina Pessoa